Dia 55: Riscas

Hoje tricotei na camisola que comecei ontem. E no casaco de bebé que comecei hoje.

O casaco de bebé estou a fazer com restos de fio que tenho já há muito tempo. É um fio da Rowan que já foi descontinuado: o Calmer. O modelo é o Baby Surprise Jacket da Elizabeth Zimmerman e estou a fazê-lo às riscas em azul céu e verde lima, quase amarelo.

Não faço a mínima ideia qual a quantidade de fio que tenho para a minha camisola. Estou a usar um algodão que comprei na Brancal há mais de 10 anos. Foi comprado a peso e não faço ideia de quantos metros por 100 gr tem.

O modelo é o Nasreen da designer Lana Jois, que saiu na última Pom Pom. Comecei a camisola com a intenção de fazer o tamanho mais comprido, mas estou a ficar receosa de que o fio não chegue. Acho que vou fazer a versão cropped.

Por coincidência este modelo também é às riscas. É num estilo muito náutico, em azul e branco.

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Dia 54: Star Wars

Há uns tempos fiz aqui um levantamento dos casacos e camisolas que tinha nas agulhas. A conta inicial foi trinta e quatro, mas depois descobri mais um.

A ideia era desmanchar os que não queria e organizar os que são para acabar. A intenção era boa. Desde então desmanchei os projectos que não ia continuar. Creio que só me falta desmanchar um.

Mas aconteceu uma coisa: o tempo aqueceu. Comecei a ver modelos de verão por todo o lado, cada um mais bonito do que o outro.

Comecei e acabei de tricotar o casaco Daisy. Só falta rematar as pontas e pôr botões. Comecei o Joy e o Angie. Recomecei o Insouciant. Comecei o Tegna. E ontem comecei por duas vezes um modelo que saíu na Pom Pom. Não gostei da primeira escolha de fio e por isso desmanchei e recomecei com outro fio.

Entretanto ouvi dizer que a bebé que ia nascer em Julho vai nascer mais cedo. Entrei em parafuso, comecei um Baby Surprise Jacket em algodão, para o qual tive que montar as 160 malhas duas vezes, tricotei meia-dúzia de voltas, não gostei e desmanchei.

E é assim a vida na galáxia Cristina, onde há mais luas do que terra firme.

 

Dia 53: Festa

Hoje é dia de festa para quem gosta de tricot. Saíram duas das melhores publicações que há dedicadas a está arte, a Pom Pom Quarterly e a Laine. Ambas lindas de morrer e pejadas de modelos lindos que quero fazer.

Da Pom Pom quero fazer todos menos um. Da Laine acho que são todos mesmo!!

Hoje em dia há tantos recursos com coisas tão giras que uma pessoa não sabe para onde se virar. Eu, então, sou tipo cata-vento num dia de temporal!

É claro que não resisti e comecei uma das muitas camisolas de riscas da Pom Pom.

Dia 52: Adeus

E pronto. Chegou a hora do adeus. Adeus às meias, às minhas queridas meias.

Já estava à espera disto. A minha pele sempre reagiu ao nylon. E eu andava em negação. Achava que aguentava nos pés. E abusei. De há uns tempos para cá comecei a sentir grande incómodo. Neste momento chegou ao nível do insuportável.

Fui ao médico e ele viu o estado dos meus pés. Nem os 2% de elastano, que algumas meias de algodão têm, posso usar.

Neste momento só tenho dois pares de meias que posso usar: as que fiz recentemente com Mondim e um par de 100% BFL, que fiz em 2009. Foram elas que me converteram ao BFL. É a minha lã favorita.

Como já me andava a sentir mal, já tinha decidido passar a 100% lã. Tenho um terceiro par nas agulhas, em Mondim também.

Vou procurar mais opções. E vou fazer uma amostra com uma mistura de mohair para ver se os pés aguentam. No resto do corpo pica-me muito.

Mas agora tenho que tratar os pés com cortisona e mais umas porcarias.

E como está calor vou andar sem meias ou com as de algodão feitas por mim há uns anitos.

Dia 51: Na Lua

Cheguei à segunda parte do desafio. Hoje é o dia 51. Mas… Não sei sobre o que escrever.

Tenho andado com a cabeça ainda mais no ar do que o costume. Ontem regressava a casa de comboio e fui parar a Marvila. Hoje saí de casa sem óculos e só dei por isso quando já era tarde demais para voltar atrás. Sendo absolutamente pitosga como sou, é obra!

Tenho andado um bocado cansada e acho que é isso que agrava a distracção.

Na frente do tricot só me apetece começar milhões de coisas. Ontem consegui só começar uma. Mas a tentação de começar mais ainda não passou.

Dia 50: Reflectir

E assim chegamos a meio do projecto.

Hoje estou a escrever pela segunda vez. Ontem esqueci-me completamente.

Chegada a meio do projecto, pensei reflectir um pouco sobre o projecto em si.

A ideia de escrever todos os dias pelo menos 100 palavras poderá parecer… (só me vem palavras em inglês à cabeça para descrever os sentimentos). Difícil, pronto.

Na verdade eu gosto de escrever. É até uma necessidade. É pela escrita que ponho ordem na cabeça e só com ela consigo alcançar alguma calma e evitar o stress e a ansiedade.

De manhã tenho o hábito de escrever as páginas matinais. É um despejar do que está na mente. Aprendi está técnica a autora Julia Cameron no livro The Artist’s Way. Devo dizer que é algo essencial para mim. Se não as escrevo, o dia corre-me menos bem.

Depois há outros momentos do dia em que, se tudo corre bem, faço pausas para reflectir sobre o que fiz, planear o que vou fazer.

Ao fim do dia gosto de fazer um shutdown do sistema. Escrevo sobre o dia, o que correu bem, o que podia ter sido melhor, etc. E planeio o dia seguinte.

Este tipo de reflexão faço-o de forma mais alargada no fim de semana para preparar a semana seguinte e com mais tempo ainda no fim de cada estação.

Para mim, uma vida reflectida é essencial.

Infelizmente falho muitas vezes e quando assim é tudo corre mal. É impressionante! Até me esqueço de escrever umas míseras 100 palavras.

Dia 49: Traição

Um dia tinha que acontecer. Ao fim de mais de quarenta dias de escrita diária, ontem esqueci-me de escrever.

Cheguei tarde a casa e estava bastante cansada. Sentei-me a tricotar um pouco no pano da semana. Resolvi fazer mais um pano complicado (muito simples, na verdade). É mais um pano com ponto de mosaico. Preciso de seguir um gráfico com atenção e também tricotar com cuidado para evitar enganos. O pano anterior ficou cheio de erros.

Resumindo, passei o resto do dia mergulhada no tricot. Nem jantei porque quando estou demasiado cansada não como. Fiquei a meio do pano. Mas nem me lembrei de escrever. Uma traição completa!