Segredo

Não esperava escrever tão cedo. Fica aqui um post para as pessoas simpáticas que dizem ter saudades.

De vez em quando as pessoas dizem-me que tricotar meias bonitas é mal empregado. Especialmente estas com várias cores e trabalhosas. Isto porque as meias quando calçadas não se vêem. As minhas não se vêem mesmo porque só as calço com sapatos de atacadores ou botas. Detesto meias de lã com sandálias ou sapatos abertos.

Mas deixem-me dizer-vos que o trabalho de fazer meias bonitas não é de todo mal gasto. Veja-se o exemplo desta meia que fiz recentemente.

Tudo começou com o livro que vi num podcast. Comecei logo a aguar e esperei impacientemente que chegasse depois de o ter encomendado.

Quando chegou deliciei-me a ver os 26 modelos. Sempre que folheio o livro ou o mostro a alguém é um prazer redobrado.

Em seguida vem a escolha dos fios, quer faça com as cores originais ou com novas combinações.

Depois, o tricotar. Acho que nem uma biblioteca inteira de livros pode explicar o efeito que tecer malha a malha um projecto lindo tem sobre mim. Cada malha é um gozo. Para mim tricotar é hobby, é terapia, é escola de paciência, é prazer absoluto.

E depois há o gozo de ver crescer o que o que se está a fazer e de mostrar a todos (hello Instagram) o trabalho em mãos.

Por fim fazer o blocking e ver o objecto acabado no seu melhor. Esta meia está aqui nas costas de uma cadeira no craftsroom e cada vez que olho para ela sorrio.

Quando vier o tempo frio serão um conforto enorme. Não há nada melhor do que calçar meias de lã. Aquecem mas deixam respirar, se molhadas não arrefecem os pés. Deixei de ter frieiras nos pés desde que uso meias de lã . Dantes chegava a ter 4 ou 5 por dedo.

Não se vêem mas eu sei que elas lá estão. São um segredo entre os meus pés e eu.

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Dia 100: FOs!!

Para celebrar o dia 100 do projecto dos 100 dias tenho um FO!!

É verdade! Dois projectos acabados: o dos 100 dias e o Adelphe.

O Adelphe foi todo cosido, rematado e lavado. Está neste momento a secar.

Deu-me um gozo enorme usar o mattress stitch nas costuras laterais. Parecia magia. Aliás, acabei por coser tudo com a canção It’s a kind of magic dos Queen na cabeça.

O projecto dos 100 dias correu melhor do que pensei que correria: consegui escrever 100 posts!

Por vezes não me apetecia nada escrever e custou-me chegar ao mínimo de 100 palavras. Noutros dias saí disparada e ultrapassei bastante esse limite.

Para celebrar hoje comi um veneno. Foi o primeiro desde o dia 18 de Junho, desde a semana 1 do verão. E desculpei-me também com o facto de ter feito anos. Comi uma fatia d’A Tarte (de amêndoa, sem glúten). Infelizmente o açúcar também me causa dor de cabeça. Mas uma vez não são vezes.

E pronto. Continuarei com estas aventuras mas já sem o limite mínimo de palavras, ou aquele peso de ter de escrever mesmo tarde e cheia de sono por me ter esquecido antes.

Agradeço a todos os que me acompanharam e aos que deixaram comentários sempre simpáticos.

Dia 99: recomendações

Hoje vi o Fruity Knitting podcast onde se falou da Elizabeth Zimmermann. Deu-me vontade de ver os meus vídeos com ela. Um dos vídeos contém a gravação das digressões dela, lidas pela própria. Muito interessantes mesmo!

Estas digressões fazem parte do livro Knitting Around. Fazem-me lembrar a Autobiografia da Agatha Christie, um dos meu livros favoritos de sempre.

Ambas contam as suas aventuras no início do século XX. Vidas cheias!

Fica aqui a minha recomendação: quer a Autobiografia da Agatha Christie como os livros da Elizabeth Zimmermann (tenho todos) são entretenimento que não acaba.

Os livros da Elizabeth são também uma fonte inesgotável de sabedoria no que respeita o tricot. Muito bons.

Dia 98: Quase, quase…

Estou finalmente a acabar o Adelphe. Falta o canelado do pescoço e das cavas. Depois é coser tudo é rematar uma infinidade de pontas.

Deveria ter feito o blocking das peças antes de as unir mas deu-me grande preguiça. Tive pouco tempo para tricotar pois cheguei a casa tarde.

Nos transportes tricotei a meia colorida.

Recebi uns fios bonitos hoje, tanto no correio como em mãos. No próximo podcast mostro-os.

Recebi também um modelo da Caitlin Hunter, o Tecumseh. Foi uma luta não começar logo um projecto novo. Tenho ainda alguns de verão para acabar. Um deles o Tegna, também da Caitlin Hunter.

Dia 97: 54 a, 11m, 30d

Há dias em que é mais difícil escrever. São os dias da desorganização sobretudo.

Não tenho seguido a minha rotina, tenho falhado as páginas matinais e quando isso acontece tudo corre mal!

Hoje completa-se a terceira semana do verão. Tenho que repor ordem no meu caos.

Amanhã começo também uma nova etapa, ou acabo mais propriamente: completo 55 anos, começo o meu 56.°

Acho engraçado ver os números da minha vida. Vou fazer 2870 semanas! Não parecem assim tantas. Ainda agora passaram três desde que comecei as 12 semanas do verão!

Tenho 20088 dias!

Com sorte chego aos 40000.

Dia 96: meh

Mais um dia em que quase não me lembrava de escrever.

Hoje tricotei em 3 projectos, mas pouco. Dormi pouco e estava cansada. Não consegui manter a minha atenção no tricot.

Tricotei um pouco na meia nova. Estou no início do pé. Dei umas voltas no top colorido da revista Rowan e por fim dei um par de voltas no Adelphe, que tem andado esquecido porque está numa altura em que tenho que o tricotar com as instruções ao pé.

Mas como disse fiz pouco. O sono e o cansaço venceram-me.

Espero amanhã conseguir adiantar-me mais em todos os projectos.

Dia 95: e meias

A meia de ontem estava assim hoje à tarde, mas resolvi parar.

O facto é que as mãos ardiam-me. A minha pele não se dá bem com o nylon. Pensei que podia fazer um par de meias para oferecer, uma vez que eu não as poderia usar. Mas as mãos também já não gostam deste fio.

Assim resolvi arranjar um fio que pudesse usar.

Já aqui falei do Mondim. Gosto muito desta lã. Já fiz um par de meias com ele. É um fio muito agradável de trabalhar e as meias são muito confortáveis.

Assim, resolvi que estes 26 pares de meias teriam que ser feitos com Mondim.

A meia da direita é a que comecei hoje.

No meu grupo do Ravelry irei em breve fazer destash de todos os meus fios com nylon.