Verde

Estava aqui a olhar para o estendal da roupa onde ponho as peças que não podem ser secas na máquina e achei graça ao que vi. Eram só peças tricotadas por mim. Ninguém suspeita qual a minha cor favorita, pois não?

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Também me surpreendem pela positiva

Quando um aluno, que desconhece uma língua estrangeira, faz um esforço enorme e perante uma turma inteira diz em voz alta meia-dúzia de frases nessa mesma língua, para mim demonstra uma coragem admirável.
Hoje foi com agrado que vi uma turma, quase na sua totalidade (4 alunos passaram), participar activamente num trabalho nada fácil.
Gostei.

Devia ser proibido

No sábado passado fui para o encontro de tricot com uma bela duma enxaqueca. O resultado foi que não consegui integrar-me totalmente no ambiente e houve muita conversa que me escapou.

Não gosto quando isso acontece. Deve até haver uma lei que o proíbe. E se não há, devia haver.

Acabei por não me aperceber dos trabalhos terminados e dos que estavam em andamento. Eu também trabalhei muito pouco. Aliás estas duas últimas semanas têm sido um desastre no que toca ao tricot.

Mas é sempre assim no início dos anos lectivos para quem trabalha numa escola. As “pontas” são sempre mais trabalhosas. Tal e qual o cast on e o cast off. E os remates finais então nem se fala.

Ainda me conseguem surpreender

O início de cada ano lectivo obedece para mim a um certo ritual que, como disse anteriormente, é mais acidentado com alunos que não me conhecem.
Uma das coisas que faço é expor o mais claramente possível como é que é feita a avaliação. Os alunos ficam logo a saber quais as linhas com que se cosem.
Invariavelmente há sempre alguns protestos quando falo dos testes orais, por mais que lhes explique que normalmente os alunos que têm mais dificuldades beneficiam sempre da avaliação da oralidade.
À medida que o ano vai progredindo, acabam por se acalmar.

Este ano, contudo, conseguiram surpreender-me. Perguntaram-me se os testes eram em inglês. Quando lhes perguntei se os preferiam em chinês responderam-me: “Mas no ano passado apresentávamos os trabalhos em português. Nós nunca falamos em inglês. Nunca tivemos aulas em inglês.”
Isto vindo de alunos que estão, pelo menos, a frequentar o sétimo ano de Inglês!

Confesso que reagi um bocado intempestivamente com um:
“Serviu-vos de muito!”
Não o devia ter feito.

Fado

Este ano tenho mais turmas e mais alunos.
Das turmas que tenho, quatro são novas para mim. E como sempre o início do ano com turmas novas é mais complicado.
É por esta altura que eu me farto de ouvir o fado intitulado “Mas todos os outros professores…”

“Mas todos os outros professores nos deixam sair mais cedo.”
“Mas todos os outros professores não nos fazem escrever na aula de apresentação.”
“Mas todos os outros professores não fazem teste de diagnóstico.”
“Mas todos os outros professores sabem que o Inglês é um peixe em vias de extinção que não se encontra no Atlântico e é por conseguinte impossível de pescar.”

Novo ano lectivo (ou letivo)

Este ano resolvi escrever uma espécie de diário da minha vida escolar. Para isso vou utilizar como editor do blog o programa MacJournal.

Passou já a primeira semana de aulas.
O que é que posso dizer assim de repente? Adoro o meu horário. Há quem diga que é desequilibrado porque tenho 2 dias muito pesados e os outros muito mais leves. Eu gosto assim mesmo. A única coisa a melhorar seria pôr a última hora de 3ª feira às 8:30 da manhã. É o único dia em que entro às 9:15. Eu acabo por ir à mesma hora que nos outros dias. Em vez de sair às 6 da tarde poderia sair às 5. Mas se me preencheram a tal hora da manhã foi porque não conseguiram.