Episódio #009

As notas virão depois.

 

 

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O Tio Ben estava enganado

Spiderman

Ultimamente tenho pensado muito em algo que sempre acreditei: eu sou responsável.

O que quero dizer com isto? Muitas vezes temos a tendência de arranjar desculpas ou de nos queixarmos do que nos acontece, afastando de nós a responsabilidade. Contudo, nós não somos vítimas da realidade. A nossa realidade é criada por nós.

A responsabilidade é nossa. Não somos marionetas nem alforrecas. Não são as situações exteriores, nem as outras pessoas, que nos afectam mas a forma como reagimos a elas. É uma questão de atitude.

Sou muito impaciente com as pessoas que se lamuriam ou que arranjam sempre desculpas para tudo e mais alguma coisa. É um exemplo da minha má atitude. Sei que tenho que dominar o meu mau feitio pois não tenho nenhuma pachorra para as vítimas. Mas gostava que as pessoas, em vez de se queixarem e lamuriarem, assumissem a sua responsabilidade.

Se esta responsabilidade parecer um grande peso nas nossas costas, isso é uma ilusão. Porque o que ela nos traz é um grande poder. São as nossas escolhas que determinam a nossa “sorte”, a nossa realidade. E é nesta opção que reside a nossa liberdade e o nosso poder de criação.

Por isso, ao contrário do tio Ben, que afirmava que um grande poder acarretava uma grande responsabilidade (with great power comes great responsibility), eu digo que uma grande responsabilidade traz consigo um grande poder.

The End

fim

Quando era pequena e via surgir estas palavras no écran do cinema quase chorava. Sempre me causaram dor.

Não gosto de despedidas. As saudades pesam-me. Este feitio afecta-me em todas as frentes. E isto leva-me à palavra que escolhi como lema deste Inverno: FIM.

Esta palavra vai ser uma espécie de estrela polar, de guia para esta estação.

Um dos meus maiores defeitos é a dificuldade em acabar as coisas, em levar as coisas até ao fim.

Sou uma pessoa que se distrai facilmente, tenho dificuldade em focar a atenção numa coisa só porque tenho múltiplos interesses. Tudo me atrai e a minha atenção é pior que um catavento no meio de uma tempestade indecisa.

E não gosto de fins, não gosto de despedidas, detesto quando as coisas acabam: livros, filmes, encontros agradáveis, etc. Uma coisa que faço muitas vezes é deixar o último capítulo de livros por ler, ou a última época das séries por ver. Não gosto de me despedir das personagens.

Por outro lado gosto de muitas coisas, tenho múltiplos interesses. Quando era pequena e ia a uma enciclopédia consultar uma palavra, perdia-me nas outras palavras daquele volume. E em tudo sempre fui assim. Não é por acaso que mudei de curso quando estava na Universidade.

Gosto de tudo. Queria aprender tudo. Queria falar todas as línguas, viajar para todos os países, estudar todas as ciências, viver em todas as eras.

A verdade é que isso faz com que me entusiasme facilmente com coisas novas, projectos, ideias e depois não as leve até ao fim.

Não é por acaso que no tricot tenho imensos WIPs. O entusiasmo por novos projectos faz com que largue os que estou a fazer e comece outros.

Isto, aliado à minha aversão a fins, dá numa imensidade de coisas começadas e um vazio de coisas acabadas.

Não me desgosta ter múltiplos interesses, antes pelo contrário: o tricot é um paradigma desta maneira de ser. Eu quero fazer TUDO. E não quero abandonar este entusiasmo. Mas quero ter algum controlo para que esse tudo não se transforme em NADA.

Daí que precise de assentar ideias e programar fins. 

Vamos ver quantas coisas consigo acabar nestas próximas semanas.