Nova loucura

meias

Em Janeiro assisti a um verdadeiro sockathon (maratona de meias) protagonizado pela Mina Philip do podcast Knitting Expat. Ela tricotou nada mais nada menos do que 35 pares de meias. E não eram pequenas, não senhora. Ela calça 42, o irmão e o marido que eram os principais destinatários das meias, para além dela, calçam ainda mais. E fez 35 pares!

Entusiasmada com este exemplo, a Rosário, que dá pelo nome de Dona Maria no mundo do tricot, propôs que dedicássemos o mês de Março às meias. Colocou um artigo no blog a anunciar que iria sortear um prémio entre as participantes deste projecto. Assim vamos ter um MM, Meias de Março, a rivalizar com o habitual MM do Ravelry, March Madness. Este consiste normalmente em iniciar-se um projecto por dia, resultando em 31 WIPs no fim do mês.

Já anunciei a minha participação no videocast e até já mostrei os fios com que me propus participar.

No entanto, hoje tive outra das minhas brilhantes ideias: vou eu própria criar os modelos das meias que vou fazer. Um dos modelos vai ser o das meias TPC. E depois vou criar mais três.

Vou fazer um diário dos 31 dias de Março e no fim publico os quatro modelos juntamente com o diário. Isto vai ser muito divertido. Vai ser de loucos também.

Meto-me em cada uma!!

Episódio #012 – Após o desastre

Aqui está:

 

Introdução

Livros

Fios

Podcasts

Modelos

Projecto

Materiais

 

 

Dor aguda vs. dor crónica

Wrecking_ball

Um dos meus podcasts favoritos é o Unmistakable Creative. Hoje ouvi um episódio em que o entrevistado era Kary Oberbrunner. Foi um episódio que me tocou muito de perto porque, entre outras coisas, falava de perfeccionismo e de autosabotagem. E isto toca-me assim como um martelo de bola em cheio na cabeça.

Mas adiante… O que queria escrever hoje era sobre o conceito das duas dores, de que Kary Oberbrunner fala neste episódio.

Ele dá o exemplo de uma pessoa que tem dores crónicas nas costas e que vai ao médico. Este diz-lhe que para deixar de ter aquelas dores ele vai ter que fazer determinados exercícios que vão custar muito e causar dores agudas, mas depois ficará curado e deixará de ter dores definitivamente.

O que acontece a maior parte de vezes nestas situações? Fugimos da dor aguda e optamos pela dor crónica da qual passamos a vida a queixar-nos.

Lembrei-me das pessoas que estão constantemente a queixar-se de que têm que emagrecer, que deviam comer mais saudavelmente, que bla bla bla. Mas não fazem o que sabem que têm que fazer para o conseguir. E queixam-se constantemente de estar gordos e de comerem mal. Ou as pessoas que sabem que devem fazer exercício físico para estar em forma, mas levantar-se cedo para o fazer custa e depois os músculos doem (dor aguda) e por isso preferem passar a vida a queixar-se de estarem em má forma.

É como sempre uma questão de opções. E a propósito termino com uma citação do que ouvi no podcast: “A dor é inevitável, o sofrimento é opcional.”