A minha manta e eu

A minha manta de quadrados está finalmente a arrancar e sem dúvida que a culpa é do #quaresmini16.

Este projecto é, em primeiro lugar, um jogo para o qual um grupo de amigas se resolveu aventurar. Inspiradas nos calendários do Advento, resolvemos fazer um calendário da Quaresma. E tem lógica: são ambos tempos de espera. No outro aguardávamos o Natal, neste a Páscoa; no outro o Inverno, neste a Primavera. Aceitei a proposta de fazer 40 minimeadas para trocar sem grandes racionalizações. Atirei-me de cabeça, ou melhor, de coração.

Depois foi a espera de receber as minis. A surpresa quando chegaram! A partilha entre todas do que chegou foi só por si uma festa. Combinar a forma como vamos abrir cada um dos pacotes misteriosos foi como se fossemos ainda miúdas e estivessemos a combinar as regras do jogo que iríamos começar.

O mistério do que está em cada embrulho é mais um factor aliciante. É quase um cerimonial a abertura de cada um, a descoberta do que lá está e a partilha entre todas. É como receber um presente de que gosto muito e mostrá-lo a outras pessoas que também o sabem apreciar.

Gosto muito de fios, e descobrir novos fios, novas cores, todos os dias é um prazer imenso. Partilhá-lo com as pessoas certas é outro prazer enorme. Põe-me bem disposta, alegre, a rir.

E depois claro o gozo de tricotar um fio novo, vê-lo transformar-se num quadrado. O fio é lindo quando está ainda em meada ou novelo, e gosto de o namorar nessa forma. Mas depois pegar nele e transformá-lo é um gozo enorme.

O quadrado é fácil de tricotar, não requer muita atenção, é um tipo meditativo de tricot. Noutro post falarei dos inúmeros tipos de tricot, uma das qualidades que o torna uma fonte infinita de coisas boas.

Ver as mantas crescerem é mais um episódio. Cada uma tem a sua manta em diferentes estados. Há as que já a têm com mais de 100 quadrados, há as que quem como eu estão a começar. São todas lindas e é divertido vê-las crescer. Mais uma vez gosto de partilhar e comentar os quadrados e as mantas das outras.

Com o frio é bom ter a manta no colo enquanto a tricoto e é bom imaginar o futuro em que poderei enrolar-me nesta manta tão vivida.

Cada quadrado é como uma fotografia em que fica gravada a história do fio, onde foi adquirido e em qual projecto é que foi usado. São histórias e memórias que vamos trocando umas com as outras. E novas histórias se vão tecendo ao tricotar cada quadrado.

E sinto-me tão virtuosa por estar a aproveitar todos os pedacinhos do fio, uma matéria prima preciosa. Aliás, a par desta manta de restos estou a fazer outra com os restos dos restos.

E por fim começo a imaginar futuras mantas. Acho que a seguir a esta vou fazer uma toda em tons de verde.

 

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