Dor aguda vs. dor crónica

Wrecking_ball

Um dos meus podcasts favoritos é o Unmistakable Creative. Hoje ouvi um episódio em que o entrevistado era Kary Oberbrunner. Foi um episódio que me tocou muito de perto porque, entre outras coisas, falava de perfeccionismo e de autosabotagem. E isto toca-me assim como um martelo de bola em cheio na cabeça.

Mas adiante… O que queria escrever hoje era sobre o conceito das duas dores, de que Kary Oberbrunner fala neste episódio.

Ele dá o exemplo de uma pessoa que tem dores crónicas nas costas e que vai ao médico. Este diz-lhe que para deixar de ter aquelas dores ele vai ter que fazer determinados exercícios que vão custar muito e causar dores agudas, mas depois ficará curado e deixará de ter dores definitivamente.

O que acontece a maior parte de vezes nestas situações? Fugimos da dor aguda e optamos pela dor crónica da qual passamos a vida a queixar-nos.

Lembrei-me das pessoas que estão constantemente a queixar-se de que têm que emagrecer, que deviam comer mais saudavelmente, que bla bla bla. Mas não fazem o que sabem que têm que fazer para o conseguir. E queixam-se constantemente de estar gordos e de comerem mal. Ou as pessoas que sabem que devem fazer exercício físico para estar em forma, mas levantar-se cedo para o fazer custa e depois os músculos doem (dor aguda) e por isso preferem passar a vida a queixar-se de estarem em má forma.

É como sempre uma questão de opções. E a propósito termino com uma citação do que ouvi no podcast: “A dor é inevitável, o sofrimento é opcional.”

 

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7 thoughts on “Dor aguda vs. dor crónica

  1. Ontem li um texto sobre ser feliz ser uma opção.
    Podemos ficar tristes ou alegres com o que acontece à nossa volta e nos afecta num determinado momento, mas a felicidade, essa depende só de nós, escolhemos ou não sê-lo.

    Mas porque é tão mais fácil colocar essa responsabilidade nos outros?
    Porque é tão mas fácil sentirmo-nos coitadinhos e vítimas do univerno? É crónico!?
    Porque a escolha pela felicidade não é geral e óbvia?
    Claro que teimar em ser feliz nos obriga a ter dores agudas e a causar também dor, volta e meia, mas… porque a escolha é maioritariamente pela dor crónica, pelas relações tóxicas, pelo que sabemos que nos faz mal?

    O ser humano é realmente muito estranho e esta cultura de sofrimento e adoração pelo mesmo, faz pouco sentido. Aos meus olhos.

  2. Sim, é um erro em que caímos frequentemente pensar que a felicidade é dependente das circunstâncias. Mas nunca é.

  3. Penso que é mais fácil não haver esforço e culpar-se os outros do que haver esforço e se falhar. Ao menos quando nem se tenta podemos sempre culpar alguém, nem que seja o Sócrates.

    Posto isto amanhã vou deixar de fazer ronha e levantar o rabo para fazer exercício!

  4. LOL. Não vá dares por ti a culpares o Sócrates pela flacidez abdominal.

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