Acho que não há ninguém que não saiba como detesto limpar o pó. Ainda por cima, ou talvez por isso mesmo, sou alérgica (ao pó e ao trabalho). A única coisa de que gosto menos é do pó. E de pepinos.

Ontem cheguei cedo a casa. Saí da escola por volta da uma da tarde. Mas estava um tanto em baixo. Tenho andado a viver mal: a comer porcarias e a dormir pouco. Claro que não me apetecia nada limpar o pó. Mas terça-feira é dia de limpar o pó. É um facto.

Eram 19 horas quando lá me arrastei e peguei num espanador ranhoso (penas falsas) e um pano do pó. Depois de dar a volta à casa toda acabei a limpar a marquise. E quando já estava a acabar reparei, coisa rara em mim, que algo não estava bem. Apercebi-me que as prateleiras de uma parede estavam tortas e os livros todos, centenas deles, em perigo de cair.

Os ferros que são aparafusados à parede estavam a soltar-se. As buchas onde os parafusos encaixam partiram-se. Estava tudo em risco de se desmoronar. Poderia ter acontecido um acidente grave caso alguém estivesse por perto.

Passei duas horas a esvaziar as prateleiras e a dar graças por ter vencido a preguiça. E ainda voltei a prender os ferros à parede. Mas as novas buchas parecem ainda mais frágeis. Terei que reduzir as coisas que ponho nas prateleiras.

A verdade é que já há algum tempo ouvia uns estalidos estranhos cuja origem não conseguia identificar. Mistério resolvido. Tragédia evitada pela vitória contra a preguiça.

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