Atenção

Estava em dúvida entre ATENÇÃO e INTENÇÃO para a minha palavra do ano. E embora a segunda me atraia mais, porque eu quero viver de propósito e não sem querer, preciso de dominar a primeira.

As minhas constantes distracções cansam-me. Ainda está manhã fui encontrar-me com uma amiga para lhe dar o presente de Natal que tinha para ela e quando estava quase a chegar reparei que me tinha esquecido do presente. Tive que voltar para trás para o ir buscar, o que resultou em *stress* porque detesto atrasar-me.

Assim decidi que a ATENÇÃO é a minha palavra de 2018.

E como convém não deixar as resoluções no ar, o primeiro passo é criar uma *checklist* para a porta de casa. Tenho que a verificar antes de sair.

Uma das coisas é responder às perguntas “Onde vou?” e “O que quero/preciso de levar?”

Claro que a par destas perguntas há todos os outros items que as pessoas normais dominam: sapatos, telefone, carteira, chaves, etc.

Assim talvez chegue ao próximo ano com possibilidade de me dedicar à INTENÇÃO.

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Acho que não há ninguém que não saiba como detesto limpar o pó. Ainda por cima, ou talvez por isso mesmo, sou alérgica (ao pó e ao trabalho). A única coisa de que gosto menos é do pó. E de pepinos.

Ontem cheguei cedo a casa. Saí da escola por volta da uma da tarde. Mas estava um tanto em baixo. Tenho andado a viver mal: a comer porcarias e a dormir pouco. Claro que não me apetecia nada limpar o pó. Mas terça-feira é dia de limpar o pó. É um facto.

Eram 19 horas quando lá me arrastei e peguei num espanador ranhoso (penas falsas) e um pano do pó. Depois de dar a volta à casa toda acabei a limpar a marquise. E quando já estava a acabar reparei, coisa rara em mim, que algo não estava bem. Apercebi-me que as prateleiras de uma parede estavam tortas e os livros todos, centenas deles, em perigo de cair.

Os ferros que são aparafusados à parede estavam a soltar-se. As buchas onde os parafusos encaixam partiram-se. Estava tudo em risco de se desmoronar. Poderia ter acontecido um acidente grave caso alguém estivesse por perto.

Passei duas horas a esvaziar as prateleiras e a dar graças por ter vencido a preguiça. E ainda voltei a prender os ferros à parede. Mas as novas buchas parecem ainda mais frágeis. Terei que reduzir as coisas que ponho nas prateleiras.

A verdade é que já há algum tempo ouvia uns estalidos estranhos cuja origem não conseguia identificar. Mistério resolvido. Tragédia evitada pela vitória contra a preguiça.