Como prolongar a vida por mais 10 anos

Hoje ouvi um episódio do Tim Ferriss Show, um dos meus podcasts favoritos. Para quem como eu gosta de aprender, vale a pena subscrever este podcast.

O episódio que ouvi hoje foi com a Jane MacGonigal, gamer, game designer, autora dos livros Reality is Broken e Superbetter. Tudo o que disse no podcast foi interessantíssimo. Mas uma das coisas que mais me chamou a atenção foi os benefícios para a saúde que os jogos podem ter. Aliás, já incorporei na minha rotina diária o que ela recomenda: 2 doses de 10 minutos de Tetris por dia.

Para conhecerem um pouco do que fala, vale a pena aceder ao site http://showmethescience.com/ e ver o TED talk dela.

Mas vale a pena ouvirem o podcast também pois vai bastante mais além. Além disso é divertido. Hoje dei uma gargalhada no autocarro quando ouvi falar de budhist special ops force.

Já pus o livro Superbetter na minha wishlist do Audible para comprar quando receber novos créditos na minha conta.

 

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Dor aguda vs. dor crónica

Wrecking_ball

Um dos meus podcasts favoritos é o Unmistakable Creative. Hoje ouvi um episódio em que o entrevistado era Kary Oberbrunner. Foi um episódio que me tocou muito de perto porque, entre outras coisas, falava de perfeccionismo e de autosabotagem. E isto toca-me assim como um martelo de bola em cheio na cabeça.

Mas adiante… O que queria escrever hoje era sobre o conceito das duas dores, de que Kary Oberbrunner fala neste episódio.

Ele dá o exemplo de uma pessoa que tem dores crónicas nas costas e que vai ao médico. Este diz-lhe que para deixar de ter aquelas dores ele vai ter que fazer determinados exercícios que vão custar muito e causar dores agudas, mas depois ficará curado e deixará de ter dores definitivamente.

O que acontece a maior parte de vezes nestas situações? Fugimos da dor aguda e optamos pela dor crónica da qual passamos a vida a queixar-nos.

Lembrei-me das pessoas que estão constantemente a queixar-se de que têm que emagrecer, que deviam comer mais saudavelmente, que bla bla bla. Mas não fazem o que sabem que têm que fazer para o conseguir. E queixam-se constantemente de estar gordos e de comerem mal. Ou as pessoas que sabem que devem fazer exercício físico para estar em forma, mas levantar-se cedo para o fazer custa e depois os músculos doem (dor aguda) e por isso preferem passar a vida a queixar-se de estarem em má forma.

É como sempre uma questão de opções. E a propósito termino com uma citação do que ouvi no podcast: “A dor é inevitável, o sofrimento é opcional.”

 

De volta ao primeiro M

Mind

Pensei começar por escrever mais sobre o primeiro ponto: mindful.

Ser mindful é em primeiro lugar viver com intencionalidade.

O tempo foge

Todos nós nos queixamos de que o tempo corre depressa de mais. A mim sempre me fez muita impressão esta pressa. Sempre senti que, em vez de viver, a vida passava por mim e eu estava a ser vivida.

Ser mindful é uma forma de tomar as rédeas e passar a ter um papel activo em vez de passivo. É também uma forma de travar o tempo.

Lembro-me do desespero do dia 26 de Dezembro quando era criança. Faltava tanto para o Natal! Parece-me que em criança vivemos mais no tempo presente e por isso abrandamos a passagem do tempo. Cabe mais vida em cada momento, em suma vivemos mais.

Na idade adulta tem-se a tendência de olhar para trás e estar constantemente a viver no passado, de uma forma saudosista. Em igual medida vivemos a olhar para a frente, a pensar no futuro. Raramente olhamos para o agora, raramente vivemos no presente. E paradoxalmente o presente é o único momento em que podemos viver.

Travar o tempo

Mas o que fazer para viver mais? Para poder aproveitar e saborear cada momento há várias coisas que podemos fazer. Em primeiro lugar há que retomar as rédeas e tornarmo-nos donos do nosso tempo. No livro De Brevitate Vitæ (Sobre a brevidade da vida), Séneca refere que somos muito pouco cuidadosos com o nosso tempo e de uma forma descuidada deixamo-nos roubar como se o tempo fosse infinito. E no entanto é o bem mais precioso e limitado que temos.

Para tomarmos as rédeas temos que saber eliminar tudo o que está a mais e nos rouba tempo. Isto está interligado com o segundo M, minimal.

Ao eliminarmos o desnecessário da nossa vida, em bens materiais, hábitos, pessoas, ficamos com mais tempo para nos dedicar ao que realmente importa. Ganhamos tempo para o que realmente interessa. Ao tornarmo-nos mais conscientes da importância do tempo e de como o gastamos, tornamo-nos mais cuidadosos, mais zelosos, e não permitimos que seja desbaratado, nem pelos outros nem por nós mesmos.

Literatura sobre mindfulness

Há muita coisa escrita sobre mindfulness. Está hoje em dia muito em voga, até. O seu uso na medicina foi bastante popularizado por alguns autores, entre os quais se destaca Jon Kabat-Zin como os livros Full catastrophe living: using the wisdom of your body and mind to face stress, pain, and illness, Wherever You Go, There You Are: Mindfulness Meditation in Everyday Life, Coming to Our Senses: Healing Ourselves and the World Through Mindfulness e The mindful way through depression: freeing yourself from chronic unhappiness (co-autor).

Recentemente li o livro 10% Happier, de Dan Harris, em que o autor relata as várias experiências que fez para tentar ganhar controlo da sua vida.

Outro livro que li foi The Practicing Mind, de Thomas M. Sterner. Neste livro o autor relata uma experiência muito engraçada em que aparentemente conseguiu abrandar o tempo. No seu trabalho de afinador de pianos, antes dum concerto dum pianista de renome, resolveu trabalhar com a máxima concentração e mindfulness, fazendo cada movimento com precisão e vagar. Julgou que por isso teria demorado muito mais tempo do que o habitual, mas acabou por descobrir que pelo contrário tinha demorado muito menos!

Um autor que tem muitos livros escritos sobre o assunto e que vale a pena ler é Thich Nhat Hanh.

Meditação

Uma das práticas mais comuns para treinarmos o nosso cérebro para ser mais mindful é o da meditação. Nunca gostei deste nome porque para mim meditar é de certa forma concentrarmo-nos em algo, reflectir, pensar. A prática de meditação não é para isso. É mais para nos treinarmos simplesmente a parar, a estar no momento presente, a ser.

Há muita coisa escrita sobre o assunto e diversos estudos demonstram como esta prática altera algumas zonas do cérebro relacionadas com a capacidade de aprender, a memória, a regulação das emoções, o conceito de EU, a capacidade de pôr em perspectiva.

Em resumo, a prática da meditação pode aumentar o bem-estar e a qualidade de vida.

 

Regime

“Estás mais magra!”
“Emagreceste?”
“Apesar de magra, estás com bom aspecto.”
Esta última frase veio de uma pessoa que é normalmente muito negativa, pelo que foi o melhor que poderia ter dito.
Mas estas frases têm-me vindo a perseguir diariamente desde o fim de Julho.
O que é que fiz? Aceitei o desafio proposto por Robb Wolf, autor do livro The Paleo Solution. Neste livro, que recomendo vivamente, ele propõe que sigamos o regime (estilo de vida, mais propriamente) durante 30 dias. Depois verificamos se nos sentimos fisicamente melhor, ou não. Se tudo continuar na mesma, então que continuemos como quisermos. Mas se realmente sentirmos os efeitos benéficos do regime, então talvez possamos pensar seriamente em alterar a forma como comemos.
Toda a vida sofri de horríveis enxaquecas, não me lembro nunca de um dia em que não me doesse a cabeça, umas vezes mais violentamente do que outras.
O meu aparelho digestivo também nunca foi dos melhores. Já por volta dos 15 anos o médico me falava em colite crónica, as gastrenterites foram mais que muitas e o fígado e vesícula juntavam-se à  festa.
No dia 15 de Junho comecei os meus 30 dias. E ainda não parei. Porquê? Porque, não só a minha barriga começou a desinchar visivelmente, mas a cabeça deixou de doer!! Desde então tive duas enxaquecas leves, mais que suportáveis. Ao mesmo tempo sinto-me fisicamente muito melhor, muito mais cheia de energia.
Em que se baseia este regime? Estudos da evolução do ser humano chegaram à  conclusão que os hábitos alimentares introduzidos pelo neolítico não são adequados ao corpo humano. De certa forma foram o princípio da decadência. Quer isto dizer que me alimento da mesma forma que o homem do paleolítico? Não. Não estou a fazer nenhuma recriação histórica. Simplesmente procuro comer os alimentos que eram a base da alimentação desse período, o mais naturais e menos processados possível.
Há muita coisa escrita sobre este tema. A seguir deixo alguns links para alguns sites e para o Youtube, que poderão esclarecer as pessoas muito melhor do que eu.
Sites recomendados:
http://robbwolf.com
http://everydaypaleo.com
http://www.marksdailyapple.com/#axzz2ZiJq7quF
http://www.gnolls.org
http://balancedbites.com ==========> Tem uns bons guias em PDF
http://www.thepaleomom.com
http://nomnompaleo.com
http://www.primalpalate.com
Recomendo também os seguintes livros:
The Paleo Solution
Practical Paleo
Paleo Coach
Para além destes há muitos outros, entre os quais livros de receitas óptimos. É, no entanto, preciso ter cuidado porque há também bastante porcaria à mistura.
Entre os meus livros de receitas favoritos estão os seguintes:
Everyday Paleo Around the World: Italian Cuisine
Everyday Paleo Family Cookbook: Real Food for Real Life
Everyday Paleo
Well-Fed
Make it Paleo: Over 200 Grain Free Recipes For Any Occasion
The 30 Day Guide to Paleo Cooking: Entire Month of Paleo Meals
Gather, the Art of Paleo Entertaining
Against All Grain: Delectable Paleo Recipes to Eat Well & Feel Great
Estes dois últimos ainda não tenho, mas estão na minha wishlist.
A autora do Against All Grains conta aqui como recuperou a saúde com o regime. É uma história impressionante. Muitos outros sites têm testemunhos incríveis, nomeadamente o site do Rob Wolf a que já tinha referido.
Muitos outros testemunhos vão aparecendo aqui e ali.
Há pouco tempo vi este que também é interessante. Devo dizer que nunca vi ninguém falar em público com uma cara de pau tão grande, mas o que ela conta é importante:
Dr. Terry Wahls: Minding Your Mitochondria
Estes podcasts são também bons para um melhor entendimento do assunto:
Paleo Lifestyle and Fitness (no episódio 52 fala-se de como alguns organismos federais norte-americanos começaram a interessar-se por este regime pois o número de doenças no seu pessoal está a levar a um elevado número de despesas).
Balanced Bites
The Paleohacks Podcast
The Paleo View
Rob Wolf – The Paleo Solution
Latest in Paleo
De vez em quando vão surgindo notícias paralelas que de certa forma estão relacionadas com este tema, como é o caso do pedido de desculpas público deste cardiologista:
Heart surgeon speaks out on what really causes heart disease
Este artigo já vai muito longo, mas sinto que está bastante incompleto. De qualquer forma fica aqui porque já estava prometido há muito tempo.
Fica também o compromisso de voltar ao tema, incluindo alguns dos menus do que vou comendo no meu dia-a-dia.