Dia 71: novo episódio


Onde me encontram

Modelos

  • Lotta da Marie Greene
  • Camisola com yoke isnpirada na Yume da Isabell Kraemer
  • Riley da Amy Christoffers
  • Meias afterthought everything: não estou a seguir modelo nenhum.

Fios

Publicações

 

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Dia 70: Afterthought Everything

Como tenho que voltar a encher a minha gaveta com meias sem nylon, resolvi ter sempre umas meias comigo para fazer em todos os momentos de espera.

Comecei umas meias novas com uns restos de fio. É uma lã pintada por uma indie dyer que neste momento já não pinta: The Yarn Yard Clan.

Para aproveitar toda a lã resolvi usar a técnica do afterthought everything. Fiz o canelado com um fio diferente e agora vou tricotar um tubo até o fio principal acabar. Depois faço de novo um canelado no fim do tubo. Em seguida corto a lã para dividir o tubo em dois. Depois faço as biqueiras. Por fim corto de novo o fio para fazer os calcanhares.

Nunca fiz este método e por isso estou cheia de curiosidade quanto ao resultado.

Dia 69: Lotta de novo

Tricotar algodão grosso, como o Re-use, é duro nos braços. Hoje acordei com o antebraço direito a doer.

Resolvi descansar o mais possível e gozar este fim de Primavera tão ameno e agradável. Sim, eu gosto mesmo de como o tempo tem estado. Não está frio nenhum e não está demasiado calor. De vez em quando tenho uns ataques de calor, mas nada demais.

Resolvi por isso aproveitar para tricotar um pouco no meu Lotta. É em lã escocesa da Brancal, comprada há cerca de 20 anos. Parece que este ano é mesmo o ano do Deep Stash. A camisola que acabei recentemente foi feita com um algodão que tinha mais de 10 anos.

O Lotta é um vestido sobre o qual escrevi há pouco tempo. Neste momento é só o que me apetece tricotar.

Dia 68: WWKIPD

Hoje é dia mundial de tricotar em público. Há vários eventos aqui em Lisboa a assinalar este dia.

Para dizer a verdade, eu tricoto em público todos os dias. Tricoto nas paragens, nos autocarros, nas filas de espera (correios, caixas de supermercado, etc.), em reuniões, sempre que posso. Já uma vez dei uma aula de I-cord cast off a 5 senhoras numa viagem de autocarro. Foi giríssimo.

Hoje contudo não vou a nenhum encontro. Preciso muito de descansar e sítios com muitas pessoas são o último lugar onde consigo fazê-lo.

Assim, estou por casa, sossegada, a alternar voltas de tricot com voltas de aspirador, porque, cansada ou não, a casa não se limpa sozinha.

Dia 67: Tornado

E vão dois!

Cabeça de vento é o que sou. Ontem passei o dia a arrumar o craftsroom e por isso esqueci-me de escrever. É a segunda vez que falho neste desafio. É mais um dia em que vou ter que escrever dois posts para compensar.

E falando em cabeça de vento. Durante as minhas arrumações de ontem dei por um pacotinho de papel de onde caíram uma dúzia de botões verdes, exactamente da cor do casaco que terminei no verão passado.

Tinha-me esquecido completamente que logo a seguir a acabar o casaco comprei os botões para ele. Entretanto terminei as férias e esqueci-me do casaco. Descobri-o quando fiz o apanhado dos meus WIPs de camisolas e casacos. Mas nessa altura já não me lembrava que tinha comprado os botões.

Cabeça de vento, mesmo!

Dia 66: bichos

Hoje recebi correio. Entre as várias coisas vinha um livro de bonecos de crochet: Edward’s Menagerie. Muito, muito giro. Não gosto muito de fazer crochet, mas em coisas pequenas não me importo.

Resolvi começar o primeiro boneco pois tem exactamente o nome da criança a quem o quero oferecer. Mas claro que quero fazer todos! E quero os outros livros da mesma autora também. São todos giros!

Fiquei tão entusiasmada a fazer o bonequinho que me distraí com as horas e nem jantei. Escrever então, nem se fala!

Entretanto rematei as pontas todas do macaquinho. Demorei várias horas. Como é de algodão, é bastante mais difícil de rematar do que a lã. E separei os fios para cada ponta ser mais fina e menos visível. Isso duplicou imediatamente o número de pontas por rematar. Uma dor de pescoço foi o que foi.

Agora só faltam os botões.

 

 

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Dia 65: Febre

Ando desde há uns tempos a namorar um modelo que a Isabell Kraemer tinha em teste. É uma camisola de verão, topdown com yoke trabalhado em renda.

Hoje resolvi que podia inventar eu um modelo do género.

Em primeiro lugar decidi que iria utilizar um fio que me desse uma tensão de 20 malhas por 10 centímetros. O normal seria escolher o fio, fazer amostras e só depois decidir, mas eu não estava em casa e por isso pus o carro à frente dos bois.

Depois consultei o livro The Knitter’s Handy Book of Top-Down Sweaters da Ann Budd. É um livro que nos ensina a criar os nossos próprios modelos. Escolhi o modelo Seamless Yoke e procurei nas tabelas a tensão que pretendia. A partir daí fiz um primeiro rascunho do modelo para o meu tamanho.

Quando cheguei a casa resolvi ir consultar os livros de pontos, pois queria escolher uns motivos engraçados para o yoke. Só que eu gosto mesmo da simplicidade dos motivos que a Isabell Kraemer usou no Yume. Resolvi imitá-la. Comecei a magicar como deveria fazê-lo e depois ajustei o meu modelo para conseguir o número de malhas certo para as repetições dos motivos.

A coisa parece que está a correr bem. Estou cheia de curiosidade de ver como vai ficar. Mas já estou a magicar mais uma meia-dúzia de modelos do género. Quando me dá a febre é uma coisa terrível.