Dia 94: meias!!

No podcast Happy Knitting falaram há dias de um livro que me interessou imenso: Soxx Book by Stine & Stitch.

É um livro com padrões de meias, 26 mais precisamente. Todos fáceis mas muito giros. A maior parte são meias com várias cores. Algumas não, mas com padrões simples e interessantes.

Não tenho muito gosto por meias lisas. Embora as cores dos fios me atraiam, rapidamente me farto delas. Aborreço-me e parece que não crescem.

No entanto as meias deste livro são todas tão engraçadas que, quando recebi o livro hoje, fui a correr vasculhar os meus fios e comecei o primeiro padrão.

Devo dizer que secretamente já estou a planear um ano de 26 pares de meias lindas, um par em cada duas semanas.

O livro está em alemão, mas em pequena aprendi o tricotês em português, inglês, francês, castelhano, italiano e alemão. Já dá para ver a minha obsessão.

Aqui fica o que fiz até agora.

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Dia 93: experiências

Ontem recebi pelo correio uma revista nova velha, ou velha nova. É a Rowan magazine 55. Se a deste verão é a 63. Está deve ser de 2010.

Gosto imenso da revista. Traz 38 modelos mais 12 gratuitos no site da Rowan. Gosto de praticamente todos. Há só um que acho estranho e alteraria algumas coisas se o fizesse. A secção dos essenciais é dedicada às riscas, coisa que adoro.

Mas mal abri a revista fiquei com vontade de experimentar um dos modelos. Rebusquei os meu fios e comecei.

Está foto é a primeira tentativa.

Achei que as cores não estavam muito bem. Desmanchei.

Agora estou numa segunda tentativa.

Ainda não estou totalmente convencida.

O que me atrai aqui é o ponto. Muito fácil mas totalmente diferente do habitual. Bom para descansar o braço e motivar o cérebro.

Dia 92: afinal temos pano

Adoro o meu pano novo!

Sim, eu disse que durante as próximas duas semanas não faria um pano porque não preciso. Estou adiantada no plano de dominar o mundo em 52 panos.

Mas este pano é uma síntese perfeita de várias coisas de que gosto.

Gosto de tricotar, grande novidade!

Gosto de livros!

Gosto de aprender coisas novas.

Gosto de planear.

Ao pensar em futuros projectos, gosto de folhear os meu livros, em especial os dicionários de pontos. Quando vejo algo que me agrada, quero experimentar. Nada melhor do que testar um ponto como fazer uma amostra. Nada melhor do que uma amostra útil. É o que este pano é.

A parte de trás também é engraçada.

Dia 91: projecto novo

Hoje comecei um projecto novo. Embora goste de vestir os projectos que acabo, a monotonia de estar sempre a fazer a mesma coisa cansa-me.

A verdade é que estou sempre a fazer a mesma centena de coisas, pois é esse o número de projectos em mão.

Este projecto é mais ou menos inventado por mim.

Fiz uma amostra com o meu fio novo da Hjertegarn e gostei. Fiz as contas à tensão e planeei uma camisola larga, tipo boxy, mas com textura.

Comecei pelas costas. Planeio fazer algo com 24 polegadas de largura.

Há pormenores que ainda estão por decidir.

Dia 90: livros

Desde pequena os livros foram a minha ruína.

Comecei a ler aos quatro anos e desde então li compulsivamente, tanto que prejudiquei bastante os meus olhos.

Leio livros de todos o géneros, ficção ou não.

Esta paixão é agravada pela minha vontade de aprender, de saber tudo. Ao longo da vida fui passando por vários interesses e cada um sempre me levou à falência com os livros: culinária, trabalhos manuais, saúde do corpo e da mente, informática e programação, artes e ciências, literatura, filosofia. Poucos são os assuntos que não me interessam. Não me ocorre nenhum. Não gosto de pepinos e de baratas.

E não falo do mundo da ficção, os clássicos, os novos, os bons e os maus. Por tudo me interesso.

Livros sobre livros então, adoro.

O céu é uma biblioteca infinita.

Dia 89: Episódio 54

Onde me encontram

Modelos

  • Adelphe da Sarah Hatton
  • Meias afterthought everything: não estou a seguir modelo nenhum.

Fios

Publicações

 

Dia 88: roubo

Aviso: hoje é dia de mau feitio.

Fazer um modelo de tricot para publicar é algo que envolve bastante trabalho. Desde a fase criativa e de experimentação, a fase dos cálculos para os diferentes tamanhos, a escrita do modelo, enviá-lo para edição técnica, fazer os modelos de amostra, fotografá-los, fazer o layout final, enviá-lo para nova revisão e para testes, aguardar pelo feedback das pessoas que estão a testar o modelo, fazer as correcções necessárias e finalmente publicá-lo. Depois da publicação vem toda a fase de divulgação nas redes sociais, em publicações, etc.

Além disso o/a designer tem ainda que arranjar o material para fazer as amostras, o software e hardware adequados para a produção do modelo.

Tudo isto tem um custo grande de tempo e dinheiro. Há quem o faça como hobby, há quem o faça para se sustentar. Independente do caso é um trabalho que deve ser respeitado.

Acho incrível e de uma grande falta de civismo, uma falta de consideração pelos outros, que as pessoas roubem esse trabalho. E fazem-no porque é fácil.

Eu gosto de anéis de platina ou de ouro branco, mas não tenho dinheiro para os comprar. Mas roubar uma ourivesaria não é fácil para mim, não tenho jeito. Há modelos que custam algum dinheiro é verdade. Considerando todo o custo que criá-los acarreta nem são caros, mas eu não tenho dinheiro para os comprar. Mas neste caso consegui-los é fácil. Basta pedir a alguém que me mande uma cópia. Eu até não me importo de “generosamente” o distribuir pelos meus amigos. É então a facilidade a medida da minha honestidade?

Ofende-me imenso quando me pedem para “facilitar” os modelos que comprei. Não querer pagar o trabalho dos outros é algo que me choca.

Ah, mas não tenho dinheiro para os comprar, dizem-me. Então não os comprem. Mas também não os roubem. Assim como também eu não compro nem roubo os anéis.

Mas gostava de ver a reacção dessas pessoas quando fosse o seu trabalho ou o resultado dele a ser roubado.